Colunas
O avesso da missa

A dignidade da função não permite ao presidente da assembléia que extrapole em funções que não são suas, tanto quanto não permite ao cantor que dê seu show de talento. O padre que pega do violão na ação de graças e canta sua mais nova canção procure uma boa explicação para aquele gesto, porque uma ou duas vezes em festas especiais passam, mas três vezes por mês é excesso… E aquele que insiste em improvisar a melodia do prefácio, pagando um enorme mico porque criar melodia não é dom para qualquer um, tome lições de canto. Os músicos presentes saem todos rindo do padre que começou cheio de si e acabou causando dó… Que se reveja tudo isso! Falar, a Igreja fala, mas ouvir, nem todos ouvem! Com isso, sofre o povo que merecia sermões bem fundamentados e canções que sustentam o texto daquele dia. Quem sabe, um dia, as missas em todas as paróquias cheguem ao que os documentos da Igreja propõem que sejam…A Igreja muda devagar, mas muda!
Padre Zezinho scjJosé Fernandes de Oliveira
Sacerdote católico, educador e pregador.
BEM VINDO FRANCISCO

Juventude: onde andam os jovens?

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo
A coragem do desapego
Foi no Dia Mundial dos Enfermos que o Papa Bento XVI anunciou sua renúncia: "Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando". Aos 78 anos, o cardeal Joseph Ratzinger foi eleito Papa pelo colégio de cardeais. O conclave findo em 19 de abril de 2005 foi um dos mais rápidos da história, tendo apenas quatro votações e duração de apenas 22 horas. No dia 24 de abril do mesmo ano tomou posse em cerimônia na basílica de São Pedro em Roma. Hoje com 85 anos, ele reconhece suas fragilidades em decorrência da saúde. Esta atitude de Bento XVI tem muito a ensinar a todos nós cristãos. Seu gesto demonstra um desapego do poder. É servo e não senhor. Reconhece sua fragilidade sem medo de como será julgado. Seus limites físicos não o permitem estar à frente da Igreja. Reconhece que é hora de sair de cena para viver uma vida de oração ainda mais intensa. Sabe que deu a sua contribuição a Igreja e não tem medo de que outro ocupe o seu lugar. Para Bento XVI é mais importante que a Igreja Católica Apostólica Romana seja conduzida por outro Papa em melhores condições físicas que ele. Não tem medo que outro ocupe seu lugar. Sabedor que é também um ser humano e por isso tem pecados, ele pede ao final de sua carta perdão pelos seus defeitos: "Caros irmãos, agradeço sinceramente por todo o amor e trabalho com que vocês me apoiaram em meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos". Odiado por alguns e amado por muitos outros, Bento XVI conduziu com amor a Igreja nestes anos de pontificado. Não abriu mão dos valores que a Igreja acredita. Soube permanecer firme mesmo diante das criticas. Reconheceu erros e apontou soluções. Não agradou a todos, mas viveu daquilo que acreditou. Ao renunciar ao pontificado no Dia Mundial dos Enfermos, o Papa Bento XVI, se une a todos aqueles que na vida reconhecem os seus limites e fragilidades. No tempo da vida Bento XVI irá agora viver a estação do recolhimento e da oração. Dentre os seus inúmeros ensinamentos conosco fica seu exemplo de humildade diante das fragilidades da vida. Seu desapego ensina-nos a também vivermos com a consciência de que somos apenas semeadores... Padre Flávio Sobreiro da Costa
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