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A arte de viver

Assim, o primeiro dever de cada homem e mulher é ser santo, cuidar da vida pessoal e do outro, desde a concepção até a morte natural. Por causa da promoção e defesa da vida a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em agosto de 2005, institucionalizou o dia oito de outubro como o Dia do Nascituro. Mas quem é o Nascituro? É aquele ser humano que está no ventre materno antes que a mãe lhe dê à luz. Este possui o direito de ser respeitado na sua integridade. Já possui dignidade como qualquer pessoa. A semana que precede este dia é a Semana da Vida. É uma ocasião especial para colocar em evidência o valor e a beleza desse Dom precioso que de Deus recebemos. De modo especial salientamos o valor sagrado da Vida Humana, sem nos esquecermos de todas as demais dimensões que esta abrange. Diante de tantos ataques que a Vida vem sofrendo em nossos dias é nossa missão reafirmar sua importância inalienável e inegociável. Ela é o fundamento sobre o qual se apoiam todos os demais valores. Mas quem é o Nascituro? Entre as afirmações que servem de orientação está uma expressão retirada da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, do Beato João Paulo II, na qual se verifica que Família e Vida são os dois grandes pilares da Igreja: "A Igreja é chamada a manifestar novamente a todos, com uma firme e mais clara convicção, a vontade de promover, com todos os meios, e de defender contra todas as insídias a vida humana, em qualquer condição e estado de desenvolvimento em que se encontre". "Padre Rafael Fornasier, assessor nacional da Comissão, considera que o tema da Semana, de algum modo, prepara os cristãos para o iminente debate que deverá surgir no país com a retomada da discussão e votação que serão realizadas no Supremo Tribunal Federal sobre o aborto de crianças anencéfalas. ‘Há uma expectativa a respeito da análise do STF que vai fazer e que pode ser uma abertura para a legalização do aborto no Brasil’, adverte Padre Rafael. Segundo ele, poderá voltar o costumeiro embate entre a o conflito de direitos. ‘Não se nega o direito da mulher, mas que não seja em detrimento do direito da vida nascente’, lembra. O assessor da CNBB frisa que por mais que seja uma vida curta – como ocorre com as crianças anencéfalas – é sempre uma vida humana e a Igreja sempre defendeu sua inviolabilidade desde a concepção até o seu termo natural" (CNBB). "Como se aprende a arte de viver? A maior pobreza é a incapacidade de alegria, o tédio da vida considerada absurda e contraditória. A incapacidade de alegria supõe e causa a incapacidade de amar, inveja, avareza, todos estes são vícios que devastam a vida dos indivíduos e o mundo. Mas esta arte não é objeto da ciência, esta arte só pode ser comunicada por quem tem a vida aquele que é o Evangelho em pessoa (...): Jesus Caminho, verdade e vida" (Discurso do Cardeal Joseph Ratzinger durante o Congresso dos Catequistas e dos Professores de Religião - 10 de dezembro de 2000). Fora desta escolha, continuaremos assistir a prepotência e a autonomia de grupos arrogando-se o direito de decidir sobre a consciência de cada um. Viver não é fazer o que se quer da vida, é querer a vida custe o que custar. Que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, proteja este país e suas crianças. Assim, desejamos que também as que estão no ventre de suas mães sejam defendidas e tenham o direito de viver.Dom Anuar Battisti Arcebispo de Maringá - PR

Seletos manjares

Compreendemos a vida humana na sua totalidade e perenidade. A fase terrena é como alicerce para a celeste. Esta depende de como vivenciamos o tempo presente. Muitos se afinam com o modelo de Cristo, que veio nos mostrar o caminho novo para a humanidade. O ser humano não basta a si mesmo, apesar de sua inteligência e sua ciência. É preciso pautar-se pela utilização de meios e modalidades aptos à sua relação com o Transcendente. Ensina-nos, de modo humano, como lidar com o semelhante. Aliás, a pedra de toque para a consecução do objetivo altamente feliz de sua caminhada terrena passa pela convivência na justiça e no amor em relação ao outro. Mais: o emprego do que é material, intelectual e sensível, é instrumento a ser empregado dentro de coordenadas éticas. A potencialização do humano com o amor divino faz o ser humano ser cada vez mais veloz na caminhada para a conquista salutar de seu objetivo último da vida. Jesus fala do Reino de Deus e sua justiça, composto por quem dá de si pelo bem do outro. As bem aventuranças são o legado primoroso de seu ensinamento sobre a maneira de se colocar dentro desse Reino, que terá desfecho na felicidade imorredoura, no lugar definitivo dos seletos manjares. A prática do amor ao próximo dá o carimbo para a entrada nele. “Tive fome e me destes de comer...” . Não basta a tradução literal desse ensinamento. É preciso lutar pela superação das diversas fomes. A material é uma delas. Nesse ponto vale matar a fome com a promoção da política como real promoção da cidadania. A corrupção deve ser banida para haver essa possibilidade. A eleição de pessoas probas é fundamental para termos possibilidade de promover real justiça social. Ainda: A evangelização deve ser formadora de verdadeiros agentes de promoção da vida, com a consciência do seguimento da pessoa do Mestre e de seu ensinamento para todos. Com tudo isso, teremos a real possibilidade de ingresso naquele monte de eterna alegria, já degustada na terra como sua prévia!D. José Alberto Moura, CSArcebispo Metropolitano de Montes Claros - MG
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